segunda-feira, 13 de março de 2023

Atrasos muuuuito comuns

 Hoje, 13 de março, recebo (presumo que na minha categoria de influencer), esta informação. 

Acontece com bastante frequência, infelizmente. Por isso convém sempre acompanhar a informação, verificar se chegou – e se o fez a tempo. 

Também hoje, uma amiga perguntou a um agente se as sugestões para um original tinham chegado a tempo, antes de o livro ir para a gráfica. Respondeu: «Não, porque no contrato está que...»

Muito bonito, mas um contrato não é um facto

Penso sempre no provérbio espanhol do Siglo de Oro: «Se obedece pero no se cumple.»


sexta-feira, 10 de março de 2023

quarta-feira, 8 de março de 2023

terça-feira, 7 de março de 2023

João Morales

 Para uma pequena bio, ver aqui. Em 10 de Abril de 2020 (a data é importante), o João Morales publicou este texto no Público.

Testemunho de um TI com baleia ao fundo

Chamem-me João.

Sou trabalhador independente (TI), realidade laboral que, com a pandemia, ganhou alguma visibilidade, pela necessidade de alertar para as disparidades que nos encurralam, apesar de colocarmos igual empenho, profissionalismo e dedicação fiscal ao de qualquer outro trabalhador que tenha um patrão, um contrato, um rendimento assegurado quando a facturação atinge o zero. A natureza dos rendimentos de um TI oscila muito – num mês (ou mesmo num trimestre) pode ser de milhares de euros, noutro pode ser nulo.

Vamos por partes. Sou jornalista. Fiz o meu estágio no Diário de Notícias, em 1993. Em Janeiro de 1997, entrei para os quadros do vespertino A Capital. Fui fazendo o meu percurso na profissão, crescendo nela, até assumir a direcção da revista mensal Os Meus Livros, no final de 2004, até 2012. Ou seja, de 1993 a 2012 fiz, única e exclusivamente, jornalismo, passando pelos diferentes escalões profissionais, de estagiário a director.

Com o fecho definitivo da revista, em 2012, num meio profissional completamente distinto daquele em que me formei, não conseguindo colocação numa redacção, tinha dois caminhos. Evitando render-me a um emprego despersonalizado cuja parca remuneração seria acompanhada por uma óbvia frustração, optei por me aventurar como TI, não apenas como jornalista, mas encontrando nos ensinamentos que uma profissão com essa grandeza transporta fórmulas para conjugar comunicação e cultura. Como diriam alguns gestores, fiz um spin-off da minha actividade.

Nestes oito anos, em paralelo com algumas colaborações na imprensa escrita, criei ciclos com escritores (como faço há anos com a autarquia de Santiago do Cacém, e fiz durante dois anos e meio na Livraria Almedina); entrevistas de vida ao vivo (durante três anos, com a autarquia de Almada); moderei inúmeras conversas em festivais literários (Ovar, Chaves, Sabrosa…) e ciclos diversos (como o Com Todas as Letras, na Sociedade Portuguesa de Autores); desenhei formatos para levar a BD ou a poesia a crianças e jovens (em bibliotecas e escolas); concebi o projecto Literatura Língua Comum, para o Programa Escolhas; levei “25 Músicas para o 25 de Abril” a bibliotecas e escolas; dinamizei formação sobre aspectos menos comerciais da História da Música, integrei colectivos que juntam a palavra dita e a música (em torno de Marquês de Sade, Jorge Luis Borges, Fernando Pessoa ou Miguel Torga).

Alguém que durante três meses passa um recibo de 400 euros não sobrevive nos três seguintes com um terço disso

Destaco, claro, o festival Livros a Oeste, organizado pela Câmara Municipal da Lourinhã desde 2012, para o qual faço a programação (manhãs, tardes e noites) e moderação das mesas. Este ano, seria de 12 a 18 de Maio, por isso, o pico de adrenalina que costuma ser essa semana para toda a equipa será em 2020 substituído pela chegada do pico da pandemia, a crer em algumas previsões.

Olhando para todos estes projectos, por vezes, penso: jornalista? Divulgador? Artista? Programador? Dinamizador? Empreendedor? Uma coisa é certa: TI. Tudo a recibos verdes. E tudo isto impossível de levar a cabo neste momento.

O medo da incerteza a cada mês e a procura constante de novos clientes (new business, como dizem na Economia). O salto sem rede. Um TI não tem qualquer vínculo a quem o contrata e, para poder receber um subsídio de desemprego, tem de ter mais de metade do seu rendimento proveniente de um mesmo cliente. É fácil de entender a raridade da situação (pensem num electricista, num canalizador, no senhor que chamamos para pintar a sala ou arranjar o esquentador).

A primeira frase deste artigo não é inocente; alguns terão reconhecido o início de Moby Dick, a odisseia do Capitão Ahab, navegando enlouquecido atrás da baleia branca que lhe levou a perna. Para que não nos afundemos na voracidade de ultrapassar esta conjuntura, é preciso olhar para os TI com clareza e entender que alguém que durante três meses passa um recibo de 400 euros não sobrevive nos três seguintes com um terço disso, depois de a baleia Covid lhe ter mastigado ambas as pernas. Como diria o grande Mário de Carvalho, era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto…


domingo, 5 de março de 2023

sexta-feira, 3 de março de 2023

Adenda à aula 2

1. Fico contente por a turma ter crescido (de um bando dos quatro passámos para uns famosos sete), por isso não houve folhas de apoio para todos. Envio por mail para quem pedir.

2. Todos os dias há nos jornais coisas que nós podem interessar. Hoje, no The Guardian (que está em canal aberto, pedem que assinamos, mas não obrigam), o que me saltou à vista como uma bonita definição do editor ideal:

Pode ler o artigo completo aqui.


Anexo: mensagem 7/3

Meus caros, é mais uma chamada: ganhem por favor o hábito de consultar o blog da cadeira. 

Faz dois dias que a vossa colega Catarina colocou uma ligação para um trabalho do João Morales (nosso convidado de amanhã) e, embora com os motores de busca todos possam investigar, eu coloquei agora um perfil que ele fez (digamos, um estado da arte) no início da pandemia. 

Quanto aos exercícios (revisão, tradução, edição etc.): nada como a prática quotidiana para apurar a mão, até a componente técnica deixar de ser técnica e se tornar quase uma segunda natureza. Cinco a dez minutos chegam e sobram – têm é de ser regulares. 


quarta-feira, 1 de março de 2023

Roald Dahl

 Aproveitando a boleia da publicação anterior, deixo aqui um link relativo à última polémica internacional do mundo da edição, já um pouco ressessa ao dia de hoje.

De qualquer forma, aqui fica: https://www.theguardian.com/books/2023/feb/18/roald-dahl-books-rewritten-to-remove-language-deemed-offensive


Até já!

João

Uma livraria curiosa

  A Greta . Ainda não fui lá, embora nem seja longe de onde moro.