quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Notas da aula de 24/11

1. A colaboração entre Gordon Lish e Raymond Carver é uma das mais notáveis entre um editor e um autor. Nem sempre é bonita. A narrativa em volta é fascinante. Há muitas ligações para artigos interesssantes na internet. Colocando 'Gordon Lish Raymond Carver' chega a elas. Eis uma.

2. Um caçador tinha um cão e a mãe do caçador era também o pai do cão.  

3. Aqui vai a «solução» para o exercício da pontuação com o artigo de Ferreira Fernandes.

4. «Tu és o teu cartão de visita.» A experiência tem os seus méritos, mas o potencial também. Essa é a vossa vantagem no mundo profissional. 

5. Editoras que investem, editoras que contam com apoios para reduzir (ou neutralizar mesmo) o risco, editoras cujo cliente não é mais o leitor mas o autor. 

6. Racionalidade e irracionalidade no mundo editorial (cf. Bailey, na bibliografia).

7. A promoção de um livro tornou-se mais difícil que a produção. 

8. As gavetas enganam. São úteis, mas não podemos acreditar piamente na linearidade do esquema. (Exemplo: os mapas bidimensionais que criam a ilusão de uma enorme distância entre extremos que na verdade se tocam. Tal como a ikusão de um centro: a Europa não fica no centro - nos mapas europeus fica. A Terra é redonda.)

9.     

 

 

 

MAL – Mercado Aberto do Livro | 17-19 Dezembro

proposta para este fim de semana !

https://antigona.pt/blogs/lancamentos/mal-mercado-aberto-do-livro-17-19-dezembro-no-antigo-mercado-do-rato

e para apoiar as editoras independentes em Portugal:

https://www.reli.pt/



Proposta de definição: Edição crítica

Se partimos do princípio que exercer uma crítica é a avaliação de algo, podemos chegar a conclusão que a edição crítica seria então por em causa o mercado editorial em si. Se pararmos um minuto para pensar no mercado editorial em Portugal para perguntarmos. Quantos livros escritos por mulheres já estudaram nas aulas? Quantas autoras podem citar de cabeça? (sem ser autoras do sec XX). Muito pouco imagino. Outra pergunta seria: quem publica quem em Portugal? Não será preciso muito tempo para perceber que são muitas as editoras a publicar sempre o mesmo tipo de autor, o mesmo tipo de texto. Nem tenho a certeza que sejam todos assim tão bons. O que seria hoje em dia o trabalho de uma editora? Criticar essa realidade e mudá-la. Ter menos medo de publicar livros feministas por exemplo, sem ser o papel de editoras independentes e especializadas, e tentar colmatar um vazio histórico.

 

Fontes: 

Já perdemos o medo de editar livros feministas? PUBLICO, 2018                                      https://www.publico.pt/2018/03/08/culturaipsilon/noticia/os-feminismos-na-literatura-sao-uma-tendencia-1805807

Esta nova editora só vai publicar livros escritos por mulheres. TIME OUT, 2022 https://www.timeout.pt/porto/pt/noticias/esta-nova-editora-so-vai-publicar-livros-escritos-por-mulheres-012622

5.3. Um romance é igual à Enciclopédia Britânica? (Editado)

 

 5.3. Um romance é igual à Enciclopédia Britânica?

Ambos são livros: capa, contracapa, lombada, miolo; porém, as semelhanças não se estendem muito para além disto. Aliás, é no miolo que reside a essência da sua diferença. São objetos da mesma natureza, mas com conteúdos e objetivos distintos[i].

O romance tem como objetivo – idealmente – deleitar o leitor ao puxá-lo para dentro de uma história, uma viagem, que, se for de qualidade, não fá-lo-á querer saltar fora antes do tempo. É um convite para ir à aventura que começa na primeira página e termina, se tudo correr convencionalmente bem, na última.

A Enciclopédia Britânica não nos promete uma viagem, no entanto, se soubermos o que procuramos, iremos folheá-la com um propósito claro, por outras palavras, um destino em mente. A Enciclopédia promete respostas às nossas perguntas preexistentes, em oposição ao romance que desperta perguntas que não nos tinham ocorrido antes, podendo ou não vir a satisfazê-las mais tarde no decorrer da leitura.



[i] É importante referir que, na atualidade, a Enciclopédia Britânica não é apenas um conjunto de volumes pesados e robustos. Esta modernizou-se e passou a estar disponível na leveza virtual da internet. Também os romances podem ser adquiridos por meios não físicos (i.e., Kindle, e-books), facilitando assim a sua aquisição, consulta e transporte.


Margarida Bastos

 

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

4.2. A edição crítica (para aula de 17/11)

    Uma vez já dito em aula, “um editor é em primeiro lugar um leitor crítico”. Penso que o deve ser: porquê editar um livro?; qual escolher?; para quê?; para quem?; que olhar deve prevalecer sobre o texto? Não deixam de ser as mesmas questões de um tradutor diante de um texto.

    Há inúmeros fatores que contribuem para a tomada de decisões: público-alvo, perfil das coleções e editoras, livrarias, entre outros. No entanto, pergunto-me se há (e quais seriam) as fronteiras e as diferenças entre um crítico literário e um editor crítico. Talvez seja a finalidade: identificar que se espera de um editor que, além do conteúdo, ele avalie também a forma: desde a revisão textual até a composição do livro (capa, contracapa, a paginação e design completos). 

Está a salvo apenas da publicação e promoção da obra.


quarta-feira, 16 de novembro de 2022

A origem do teclado QWERTY

Deixo aqui este fio de tuítes sobre a origem do teclado QWERTY e sobre os motivos para os teclados não estarem por ordem alfabética. 
Já não usei máquina de escrever excepto por diversão e curiosidade, mas tinha em casa uma máquina de teclado português HCESAR. E lembro-me de estar aflito para usar PC num cibercafé (o que é isso??) em Paris com os seus teclados AZERTY. Não é mofo, é história  :) 
o líquen:
https://mobile.twitter.com/culturaltutor/status/1592705013058801664

Abraços
Nuno V

Uma livraria curiosa

  A Greta . Ainda não fui lá, embora nem seja longe de onde moro.